Convênio entre PTI e Fundação Banco do Brasil aplicará tecnologias sociais, promovendo formação multidisciplinar
O convênio de cooperação beneficiará moradores de três bairros de Foz do Iguaçu

Convênio entre PTI e Fundação Banco do Brasil aplicará tecnologias sociais, promovendo formação multidisciplinar

Aplicação de tecnologias sociais com vistas à formação multidisciplinar de crianças e jovens, com o envolvimento da comunidade, familiares e escola é a proposta de trabalho da parceria firmada na manhã de hoje (06), entre a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e a Fundação Banco do Brasil.


O convênio de cooperação beneficiará moradores de três bairros de Foz do Iguaçu. Serão desenvolvidos três projetos: o Aprender e Crescer, que ensina programação de softwares para jovens; o Laboratório Vivo, que capacita professores a utilizarem técnicas de aprendizagem para o ensino das ciências, desenvolvendo habilidades reflexivas e investigativas nos alunos; o Permacultura e Sustentabilidade, que promove a formação de jovens e adultos, integrando meio ambiente e desenvolvimento a partir de técnicas de produção saudável e sustentável.


O convênio ainda atuará na certificação de projetos participantes da Feira de Inovação das Ciências (Ficiências) como tecnologias sociais, permitindo a replicação destas iniciativas. É considerada tecnologia social o produto ou processo desenvolvido para solucionar problemas sociais e que tenha fácil replicabilidade, a um baixo custo.


As comunidades também terão acesso aos cursos de artesanato ofertados pelo Ñandeva, gerando uma nova oportunidade de renda para as famílias. Algumas das ações acontecerão nas escolas e ONG's dos bairros; outras serão no PTI.


O público-alvo são crianças e adolescentes entre 06 e 16 anos que frequentam escolas públicas e/ou projetos comunitários; jovens entre 16 e 24 anos de baixa renda que desejam atuar profissionalmente com programação de softwares; jovens e adultos que queiram aprender sobre permacultura e sustentabilidade, professores e familiares.


Durante a assinatura do convênio, Luiz Carlos Vieira, da Fundação Banco do Brasil, elogiou as iniciativas já realizadas pelo Parque em educação. “Os projetos e as comunidades foram muito bem escolhidas. A inserção destas atividades pedagógicas terão uma grande importância na vida dos jovens que serão atendidos”.


A gerente do Programa PTI Educação e Cultura, Thaisa Praxedes de Oliveira, lembrou que muitos jovens deixam a escola para ingressar no mercado de trabalho. “A necessidade de ampliar a renda muitas vezes gera uma visão imediatista: parar de estudar para ajudar em casa. E esse jovem pode ter um futuro profissional tolhido. Queremos levar um novo olhar, pois se o jovem ingressar no ensino superior poderá mudar a realidade da família”, diz. “A integração dos pais neste processo reafirma laços e permite fortalecer a estrutura social-afetiva da família em torno do futuro dos jovens”.


Assim, mais do que ensinar técnicas, o diretor Administrativo-Financeiro da Fundação PTI, Valdir Antonio Ferreira, frisou que os projetos buscam apresentar oportunidades. “Não se criam perspectivas quando não se conhecem possibilidades”, pontuou. Em 2 anos, as instituições investirão R$315 mil na iniciativa. As atividades devem iniciar em abril. Os bairros e instituições beneficiadas serão divulgadas no próximo mês, durante o evento de lançamento do projeto.