Aplicativo que auxilia gestão de núcleos de ostomizados é desenvolvido em parceria com o PTI-BR

A fim de colocar em prática uma antiga ideia, o Núcleo de Inovação Ciência e Tecnologia (NICT) da Gastroclínica Cascavel, no Paraná, inscreveu-se na segunda edição do Desafio Inova Oeste, promovido pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), e o resultado dessa parceria foi a criação de uma plataforma de gestão de núcleos de ostomizados. O sistema é em formato de aplicativo para smartphone.

Os núcleos de ostomizados são locais físicos compostos por profissionais voluntários ou profissionais de órgãos públicos, que juntos têm o propósito de orientar e apoiar pacientes ostomizados. Geralmente o espaço é composto pela equipe de enfermagem, assistente social, fonoaudiólogos, psicólogos, médicos e demais profissionais que abraçam a temática. Junto com a Gastroclínica Cascavel, à frente deste projeto, está o Núcleo Regional dos Ostomizados do Oeste do Paraná, referência nacional em modelo de gestão.

O aplicativo Ostomiza foi criado com o objetivo de automatizar a gestão de núcleos de ostomizados, por meio de um sistema criado em formato de aplicativo de celular. Seu público-alvo são os núcleos que cuidam de pacientes que passaram pelo processo de ostomia ── intervenção cirúrgica que permite criar uma comunicação entre um órgão interno do corpo humano e o exterior. Este procedimento tem salvado vidas e melhorado a saúde de milhares de brasileiros.

Todo brasileiro tem o direito de receber os materiais do ostoma, após a cirurgia, fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas isso não garante que as pessoas vão receber o material ideal, ou muito menos informações sobre como manipulá-los. Assim, surge o Ostomiza, um aplicativo voltado aos administradores dos núcleos de ostomizados, que dispõe de informações técnicas, jurídicas, entre outras, sobre o assunto. A ideia é que o modelo do Núcleo do Paraná seja replicado por todo o país.

Com o apoio técnico do PTI-BR, o aplicativo foi desenvolvido para facilitar e apoiar municípios que estão construindo seus núcleos e buscam um norte a seguir na fase de implementação. Ao montar o núcleo, o gestor adquire o Ostomiza, e recebe ali todas as informações de como deve funcionar o espaço: recursos humanos, estratégias de marketing, administração do núcleo e demais questões sobre o trato com os pacientes. Todas as informações são baseadas na experiência do case de sucesso de Cascavel, o Núcleo Regional dos Ostomizados do Oeste do Paraná. A partir da existência física do núcleo, este adquire o Ostomiza para aprender a efetivamente colocar o espaço em funcionamento.

O Ostomiza não é diretamente ligado ao usuário final, ou seja, o paciente ostomizado, mas sim, seus núcleos: prefeituras, hospitais, e demais instituições interessadas. Após a aquisição do aplicativo por parte do núcleo, os usuários serão vinculados a ele e poderão baixá-lo para sua utilização. Portando um smartphone, é possível acessar informações sobre o assunto, dicas com cuidados adequados no período pós-cirúrgico, contato de profissionais da saúde, orientações com foco na melhoria da qualidade de vida do paciente e familiares no que condiz à reintegração social, econômica e o exercício de seus direitos, além de uma galeria de vídeos que demonstram como executar a manutenção do ostoma.

Para o diretor de negócios e inovação do PTI, Rodrigo Regis, é de extrema importância o desenvolvimento de projetos inovadores com o foco na qualidade de vida da sociedade. “A inovação deve ser focada no usuário e em clientes finais, levando sempre a possibilidades de novas experiências. E neste caso, quanto maior o impacto positivo para a qualidade de vida do cliente, maior a possibilidade de escalabilidade e sucesso dessa solução”.

A gerente de projetos do NICT da Gastroclínica, Aline Ducatti, comenta sobre o foco do projeto. “Nossa meta com o Ostomiza é fornecer um sistema de gestão ágil e específico para esta área de atendimento da saúde, além de gerar receitas oriundas da comercialização da solução, possibilitando a manutenção da qualificação das pessoas que realizam as atividades de atendimento a ostomizados, e fazer com que diversas famílias tenham suas vidas melhoradas e seu retorno às atividades diárias normais, buscando reintegrar essas pessoas à sociedade”.

Com a participação do Parque Tecnológico, os profissionais à frente do app receberam treinamentos, mentorias, auxílio em planos de negócios e de marketing, além de todo apoio no desenvolvimento do aplicativo.

Atualmente o Ostomiza está nas etapas finais de validação e ajustes de formatação. O aplicativo será disponibilizado para sistemas Android e iOs, mediante aquisição dos núcleos.

Parque Tecnológico Itaipu desenvolve solução inovadora para Companhia Hidrelétrica do Rio São Francisco

A parceria para a construção dessa solução inovadora foi possível graças a expertise de mais de 10 anos no setor elétrico.

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) e o Instituto de Tecnologia Edison Mororó Moura (ITEMM), está desenvolvendo uma solução inovadora de minigeração de energia solar com armazenamento em baterias para o sistema auxiliar de subestações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

O projeto contribuirá para o aumento da confiabilidade e da segurança  no setor elétrico. De acordo com o engenheiro eletricista do Centro de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos do PTI-BR, Dabit Sonoda, trata-se de uma solução híbrida com uma série de vantagens e benefícios.

“Um conjunto de painéis solares vai receber insolação durante o dia e vai carregar essas baterias ou fornecer o excedente para a rede elétrica local. Se em algum momento do dia estiver nublado (ou durante a noite) e for necessário utilizar essa energia, ela estará em condições para ser fornecida com maior segurança e estabilidade”, explicou o engenheiro.

Além disso, trata-se da geração de uma energia limpa, o que contribui no combate às emissões de gases do efeito estufa e soma esforços na proteção do clima global.

Outro ponto destacado por Dabit Sonoda é a sinergia com programas já existentes na companhia. “A Chesf possui o Programa Conta Zero. Atualmente, a companhia paga pela energia consumida à concessionária local; portanto, tem gastos. Essa solução tem, além de outros benefícios, a possibilidade de reduzir ao máximo as contas das instalações da Chesf”, disse Sonoda.

Centro de Automação e Simulação

A parceria para a construção dessa solução inovadora foi possível graças à expertise desenvolvida pelo Centro de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos do PTI.

Para o diretor superintendente do PTI, general Eduardo Garrido, o PTI tem vasta experiência em projetos no setor elétrico. “O Parque possui infraestrutura e equipe técnica qualificada para o desenvolvimento de soluções de monitoramento e execução de testes em equipamentos utilizados no setor elétrico. Por exemplo, temos um simulador digital que, em tempo real, é capaz de executar testes que apresentam elevado grau de fidelidade. Grandes empresas já contrataram os serviços do PTI nessa área”, afirmou o general Garrido.

Já foram realizados por esse Centro de Competência aproximadamente 100 ensaios, envolvendo grandes empresas como Itaipu Binacional, Cemig, Copel, Neo Energia, Enel, além dos fabricantes Asea Brown Boveri (ABB), General Eletric (GE), Siemens, Schneider Electric, Schweitzer Engineering Laboratories (SEL), entre outros.