Parque Tecnológico Itaipu – Brasil e Prefeitura de Recife planejam parcerias na área de Cidades Inteligentes

A comitiva da prefeitura de Recife formada por Rafael Figueiredo Bezerra, secretário executivo de Transformação Digital; Breno Alencar Gonçalves, gerente de Soluções em TI da Empresa Municipal de Informática (Emprel); e Evisson Fernandes, assessor da presidência da Emprel, visitaram o Parque Tecnológico de Itaipu – Brasil (PTI-BR), nos dias 21 e 22 de outubro. 

Uma das motivações para a visita é o desejo da prefeitura de Recife de instalar, em seu município, o modelo Sandbox, ou seja, o mesmo ambiente de testes e experimentação tecnológica implementado no Bairro Itaipu A. 

Segundo Rafael Bezerra, a prefeitura de Recife também tem interesse em parcerias com o Parque Tecnológico na área de Cidades Inteligentes. 

“A prefeitura de Recife ficou encantada com a visita ao Parque Tecnológico, principalmente em relação a sua expertise em ambientes Sandbox. Nós vimos em Foz aplicações com Internet das Coisas (IoT) funcionando na prática. Saímos daqui com grandes ideias e com intenção de muitas parcerias. O PTI está muito avançado na parte de software e hardware e com a expertise que temos em Recife, podemos fazer projetos extraordinários”, disse o secretário executivo de Transformação Digital de Recife. 

Para o diretor de negócios e inovação do PTI-BR, Rodrigo Régis, é muito importante ampliar as conexões do Parque Tecnológico. “Nosso papel é conectar ecossistemas. Nossa região é muito forte em diversas frentes do mercado, mas na área de inovação, precisamos expandir mais nossa rede estratégica”, explicou Régis. 

  

Tour no primeiro e maior bairro Sandbox do Brasil 

A comitiva da prefeitura de Recife fez um tour no Bairro Itaipu A, visitando os principais pontos das tecnologias instaladas. Também conheceram o ecossistema do PTI-BR e seus principais empreendimentos: Living Lab, Vila A Inteligente, Smart Vitrine, ações de empreendedorismo, tecnologia e inovação. 

Startup do Programa Vila A Inteligente participa da Conferência do Clima na ONU

A participação na Conferência é fruto do Programa Net Zero 2050, uma parceria do Consulado Britânico e o governo do Estado de São Paulo 

 

A Óleoponto, uma das startups selecionadas no Edital Smart Vitrine, do Programa Vila A Inteligente, é uma das 20 startups brasileiras aprovadas para participar da Conferência do Clima na Organização das Nações Unidas (ONU). 

A conferência online será feita para executivos, diplomatas e representantes mundiais presentes no evento que ocorrerá entre 31 de outubro e 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia. 

A atividade é parte do Programa Net Zero 2050, fruto de uma parceria entre o Consulado Britânico, o IdeiaGov (Hub de inovação aberta do governo do Estado de São Paulo), a Connected Places Catapult (CPC) e a InvestSP (agência de promoção de investimentos de São Paulo). 

O propósito dessa parceria é acelerar 35 startups britânicas e brasileiras com soluções convergentes para a agenda 2050. Além da aceleração e da conexão com investidores, governos e empresas do terceiro setor, essas startups devem trabalhar em conjunto para o desenvolvimento de soluções sustentáveis. 

“Este programa está nos conectando com o mundo, são empresas e investidores do Reino Unido interessados nessa parceria, todos voltados para soluções em relação aos problemas climáticos e ambientais. A Óleoponto pode ajudar muito na área de saneamento e energia limpa, com a destinação correta do óleo de cozinha”, disse o Zadrik Mendonça, CEO da Óleoponto. 

  

Vila A Inteligente 

A Óleoponto foi selecionada para testar e validar sua tecnologia, no Sandbox Vila A. Trata-se de um equipamento inteligente que coleta óleo de cozinha usado, sendo depois encaminhado para reciclagem para ser transformado em biodiesel. 

O equipamento inteligente funciona da seguinte forma: o usuário vai até essa máquina e faz um cadastro na tela. O equipamento abre uma porta e pede para colocar uma garrafa na abertura. Haverá uma notificação para posicionar corretamente a garrafa. Em seguida, a máquina inteligente irá identificar se o líquido é óleo de cozinha ou não. Se não for, o equipamento desclassifica o envio, mas se for óleo, ele enviará o recipiente correto para coleta. 

Após aprovar a coleta, a garrafa será devolvida para reutilizá-la mais vezes. Além disso, a máquina emitirá pontos que poderão ser trocados em supermercados para comprar mais óleo de cozinha. Até o final do ano será instalado um equipamento no Bairro Itaipu A, podendo expandir para mais pontos, se houver demanda. 

Para saber mais informações sobre o Programa Vila A Inteligente acesse o site: https://hubiguassu.pti.org.br/vila-a-inteligente/ 

Por que e como produzir hidrogênio verde?

O Brasil é um dos líderes mundiais capazes de produzir hidrogênio de maneira economicamente viável e renovável, por possuir disponibilidade e diversidade de fontes renováveis de energia.

 

Com uma matriz energética renovável com grande potencial de expansão e diversificação, o Brasil pode atuar como protagonista no processo de transição energética mundial, contribuindo com a descarbonização dos setores produtivos e atuando como vale de pesquisas e desenvolvimento de soluções inovadoras em hidrogênio, principalmente o verde, para o mundo.

A utilização de tecnologias do hidrogênio é fundamental para impulsionar a transformação energética, pois o hidrogênio produzido dentro de um arranjo sustentável o torna um dos possíveis novos vetores também no mercado de gás. A superação de desafios dessa tecnologia, principalmente econômicos, pode beneficiar os meios de produção, armazenamento, distribuição e consumo de energia, incluindo a conscientização por novos hábitos e comportamentos sociais. Além claro, da consolidação de um consenso da sociedade sobre a necessidade de restringir as emissões de gases associadas à produção de energia e que impactam negativamente o meio ambiente.

Como citado anteriormente, hidrogênio é denominado “verde”, ou sustentável, quando a emissão global de CO2 no processo de geração é nula, ou negativa. Um exemplo é a produção pelo processo da eletrólise da água (gerando como produto moléculas de hidrogênio e oxigênio) com o uso da eletricidade de origem renovável. O hidrogênio verde pode servir como insumo sustentável para a cadeia de produção industrial (siderúrgica, química, petroquímica, agrícola, alimentícia entre outras) e como combustível para o mercado de energia e transporte.

Também pode ser utilizado como combustível para alimentar um motor à combustão interna ou uma célula à combustível para gerar energia elétrica. As células à combustível têm vantagens significativas de eficiência, principalmente elétrica, quando em comparação ao motor à combustão interna, tornando-se, assim, o principal dispositivo para conversão da energia química do hidrogênio em energia elétrica.

Na Planta Experimental de Hidrogênio do PTI-BR, o hidrogênio verde vêm sendo produzido há quase 7 anos, e contém toda a infraestrutura de equipamentos para a produção, armazenamento e aplicação deste hidrogênio. A Planta utiliza atualmente o processo de eletrólise da água para a produção do hidrogênio e energia elétrica renovável, proveniente da Usina de Itaipu ou da planta de geração fotovoltaica.

Desse modo, o cenário do hidrogênio no Brasil é extremamente propício para a produção de hidrogênio verde para exportação ao mundo, o que coloca o Brasil como protagonista nessa nova economia que está se desenvolvendo, com a possibilidade de geração de empregos em diversos setores, mas também explorando as demais formas de obtenção de hidrogênio, conforme orientado no PNE 2050.

Quer saber mais sobre hidrogênio e a atuação do Parque Tecnológico Itaipu na temática? Acompanhe os próximos conteúdos em nosso site e redes sociais.

Leia aqui o primeiro conteúdo da série: O futuro chegou: vamos falar sobre hidrogênio e sustentabilidade?