Sustentabilidade e inovação são essenciais para futuro do agronegócio

Assunto foi tema de evento promovido pela Itaipu Binacional e PTI na Expo Dubai, nesta quinta-feira (24).

No Brasil, onde as hidrelétricas representam cerca de 70% da geração de eletricidade e a agropecuária responde por quase um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a produção de energia e o cultivo de alimentos têm muito em comum, em especial a necessidade de cuidar da água e do meio ambiente, a fim de assegurar as condições para produzir no longo prazo.

O assunto foi abordado nesta quinta-feira (24) durante o evento “Como promover o agronegócio sustentável no Brasil para cooperação bilateral com os Emirados Árabes”, como parte da programação da Itaipu Binacional e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) durante a Expo 2020 Dubai, nos Emirados Árabes. Realizado de forma híbrida, com painelistas on-line e presenciais, o evento mostrou como a sustentabilidade e a inovação devem ser as palavras de ordem no agronegócio para conquistar mercados internacionais.

A região Oeste do Paraná, área de influência do reservatório da Itaipu, figura entre os principais polos da agropecuária brasileira e concentra algumas das maiores cooperativas da América Latina. Estas, por sua vez, têm no Oriente Médio um dos mais importantes destinos de suas exportações, especialmente na produção de frango.

“O mundo árabe ocupa o terceiro lugar na pauta de exportações do Brasil e, no mundo árabe, os Emirados Árabes são número um. Podemos aprimorar muito essa relação, especialmente com investimentos em tecnologia”, ressaltou Rafael Solimeo, chefe do escritório internacional da Câmara de Comércio Árabe-Brasil em Dubai, e responsável pela moderação do debate.

“A Expo é uma grande vitrine e oportunidade para incrementar os negócios, e os países árabes têm um potencial e uma riqueza extraordinários”, reforçou a conselheira da Itaipu, Cida Borghetti, que conduziu a abertura do evento, destacando as contribuições diretas da Itaipu para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, Fome Zero e Agricultura Sustentável.

Essas contribuições foram mais detalhadas durante a sessão técnica do evento, com destaque para a recuperação de nascentes, a proteção dos cursos d’água, saneamento rural, e a conservação de solos e da biodiversidade, entre outras. “Essas ações são importantes para proporcionar condições de prosperidade que são compartilhadas com toda a sociedade e, no caso, com a produção agropecuária que é realizada no território”, disse o superintendente de Gestão Ambiental da Itaipu, Ariel Scheffer da Silva. Como exemplo, ele destacou o Padrão LIFE, que permite medir a sustentabilidade territorial por meio de diversos parâmetros e indicadores.

E, em complemento às ações de conservação, o PTI tem entre seus objetivos estratégicos melhorar a competitividade do agro, com a agregação de novas tecnologias que proporcionam melhores condições de produção, como a interconectividade, inteligência artificial, gestão de dados, entre outras.

“A agropecuária é vocação natural do Oeste do Paraná e nosso papel, como PTI, é incentivar start ups que vão não apenas dar mais competitividade ao agro, mas também gerar novas oportunidades de emprego e renda. Elas contribuem para o desenvolvimento da região como um todo”, afirmou o diretor de Negócios e Inovação do PTI, Rodrigo Régis.

Diretor de Negócios e Inovação do PTI-BR, Rodrigo Regis. Foto: Rodrigo Sodré

O ponto de vista dos produtores foi apresentado por Dilvo Groli, presidente da Coopavel, cooperativa que bateu recorde faturamento em 2021, de R$ 4,9 bilhões em vendas no ano. Ele destacou os benefícios gerados pelas iniciativas da Itaipu e PTI, com destaque para o Espaço Impulso, laboratório de inovação para o futuro do agro, inaugurado no último Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

Em relação ao potencial de futuros investimentos, o coordenador do Programa RenovaPR, Herlon Goelzer de Almeida, apresentou a necessidade de investimento da ordem de US$ 3,2 bilhões de dólares em energias renováveis no Paraná, até 2030. “Isso não apenas pode proporcionar retorno financeiro, mas também contribuir com a compensação de emissões de gases de efeito estufa, algo que interessa à indústria petrolífera dos Emirados Árabes”, concluiu.

Itaipu e PTI na Expo

A Itaipu participa da Expo 2020 Dubai a convite do governo federal. A empresa preparou uma série de atrativos que lançam mão de tecnologias interativas de última geração para mostrar as interconexões entre água, biodiversidade, clima e energia, enfocando também projetos voltados à sustentabilidade da região de fronteira entre Brasil e Paraguai, com destaque para a preservação de mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica, reconhecidos como Reserva da Biosfera.

Com informações da Comunicação Social da Itaipu Binacional

Abertura da Exposição da Itaipu bate recorde do Pavilhão Brasil na Expo 2020 Dubai

A abertura da exposição da Itaipu Binacional no último domingo (20), na Expo 2020 Dubai, estabeleceu o recorde de visitação diária do Pavilhão Brasil. Ao todo, foram mais de 32 mil visitantes em um único dia. Com o número, o pavilhão se aproximou da marca de 1,8 milhão de pessoas que passaram pelo local, desde o início do evento, em 1º de outubro de 2021.

O grande destaque desse domingo foi a estreia do ballet “A Lenda das Cataratas”, da Cia. Quasar de Dança e Cia K. Os bailarinos dançam sobre o espelho d’água do Pavilhão Brasil, ao som da trilha sonora composta por Magda Pucci, com projeções em vídeo preparadas por VJ Spetto e coreografia de Henrique Rodovalho.

O público lotou o Pavilhão Brasil para assistir à história de Naipi e Tarobá, que será encenada duas vezes por noite (às 19h e às 20h50) até o encerramento do evento, em 31 de março.

Ao longo do dia, também foi grande a movimentação, que pode ser percebida pelas filas desde a entrada do pavilhão. Logo que chega, o visitante passa por uma instalação que remete aos rios voadores, que é como se chama a conexão entre os biomas brasileiros por meio das chuvas. Ali, ouve explicação sobre como se dá essa conexão pela água. A seguir, por meio de um totem, as pessoas recebem as boas-vindas com informações gerais sobre a Itaipu e Foz do Iguaçu.

O visitante também é convidado a baixar um aplicativo que fornece informações diversas, notícias, roteiro da exposição, e uma seção de QR code que permite projetar, com o celular, animais da fauna da Mata Atlântica em áreas do pavilhão. Também é possível plantar uma árvore, contribuindo com a compensação de carbono de cada visitante.

A exposição conta ainda com cabines instagramáveis (dentro delas, as pessoas parecem estar sob a água). Com óculos de realidade virtual, é possível visitar virtualmente a Itaipu, o reservatório e entender melhor a geração hidrelétrica. Um jardim vertical oferece uma mostra de essências nativas da Mata Atlântica. É possível, inclusive, sentir os cheiros de plantas medicinais típicas da região.

Apresentação do espetáculo “A Lenda das Cataratas”. Foto: Alexandre Marchetti/IB

No segundo andar, a Sala Igarapé tem mesas com telas touch screen, em que se pode navegar pela história e ações da Itaipu, e por conteúdos de sustentabilidade. A seguir, há uma sala imersiva 360º mostrando o ciclo da água e sua relação com a geração de energia na Itaipu. Após, o visitante passa por uma galeria em que conhece depoimentos de pessoas da região (Vozes do Território), uso de dados na gestão sustentável do território (Núcleo de Inteligência Territorial – NIT) e ações da Itaipu relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. O roteiro finaliza com a Ciência na Esfera, abordando as ações climáticas da Itaipu.

É importante destacar que quase todas as ativações retornarão ao Brasil e serão utilizadas pela Itaipu no Ecomuseu e em feiras e eventos, constituindo um importante legado para a empresa.

 

Com informações da Comunicação Social da Itaipu Binacional.