Connecting education, research,

 

 

innovation and businesses

PTI entrega robô de desinfecção de ambientes de baixo custo para Itaipu

PTI entrega robô de desinfecção de ambientes de baixo custo para Itaipu

22/09/2020

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI) entregou, na última quinta-feira (17), uma unidade de um robô de desinfecção de ambientes que será utilizado pela Superintendência de Serviços Gerais (SG.AD) da Itaipu, principalmente, no Ambulatório Médico da usina.

 

Batizado de “Corona Killer”, o protótipo utiliza tecnologia de radiação ultravioleta do tipo C (UVC), que é capaz de destruir a capa proteica e o material genético de qualquer tipo de vírus, assim como fungos e bactérias. O robô foi desenvolvido por estudantes da Unioeste a partir de um convênio com a Itaipu, por meio da Superintendência de Informática (SI.AA), o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Receita Federal. Esta é a quinta unidade entregue pelo convênio.

 

O Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu já utiliza um desde junho, além de três unidades hospitalares da região: Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), Hospital Municipal Padre Germano Lauck e Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), de Cascavel.

 
De acordo com o coordenador do projeto, o professor da Unioste Antonio Marcos Hachisuca, o preço de mercado de um robô similar é de US$ 67 mil. O custo de produção do Corona Killer é de R$ 6 mil, considerando apenas os materiais. Parte dos componentes foi doada pela Receita Federal.

 

Para o gerente do Centro de Competência Tecnologias Abertas e IOT do PTI, Willbur Souza, a entrega do protótipo "atende a demanda da Itaipu que investe no Parque Tecnológico na busca por soluções que possam ser efetivas para a hidrelétrica". 

 

 

Além disso, outra grande contribuição está relacionada ao ecossitema de inovação do Parque, que reúne equipes multisciplinares em parceria com a comunidade acadêmica "para o desenvolvimento de pesquisas, inovações e capacitação de estudantes na elaboração de produtos e serviços com grande retorno para a sociedade", explicou Willbur. 

 

Investimento em pesquisa

 

O projeto começou a ser desenvolvido logo após a suspensão das atividades acadêmicas da Unioeste, em decorrência da pandemia, por estudantes dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica, sob a orientação do professor Antonio Marcos.

 

O objetivo do convênio é o desenvolvimento de soluções em tecnologias abertas e internet das coisas em temas de interesse da Itaipu. Os estudantes recebem bolsas de estudo e focam suas pesquisas em demandas voltadas para a Região Oeste do Paraná. Um dos produtos criados dentro do convênio foi outro robô, utilizado na pulverização de lavouras.

 

Em tempos de pandemia, este robô foi adaptado para fazer a pulverização de produtos sanitizantes em ambientes. O robô de luz ultravioleta utiliza a mesma base do protótipo de pulverização.

 

 

Os estudantes Lucas Garavaglia e Caio Cezar Moreira, do curso de Ciência da Computação, foram responsáveis pela adaptação da programação dos robôs para a nova finalidade, além de fazer o funcionamento de forma autônoma. Eles também criaram um aplicativo para smartphone que permite todos os controles. Já o aluno do curso de Engenharia Mecânica Eduardo Dimas fez a adaptação mecânica do robô.

 

Especial: