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GT Saúde realiza Oficina de Capacitação e Sensibilização da Hanseníase

20/04/2017

A hanseníase ainda é estigmatizada por muitos profissionais de saúde, conforme destaca a médica Maria Luiza Topanotti, responsável pela coordenação do Programa de Tuberculose e Hanseníase de Foz do Iguaçu. Para debater o tema, profissionais da região participaram, nos dias 19 e 20 de abril, da oficina “Fortalecimento da atenção ao paciente com hanseníase na tríplice fronteira - capacitação em detecção precoce e sensibilização da comunidade”.

 

A oficina foi promovida pelo Grupo de Trabalho para Integração das Ações de Saúde na Área de Influência da Itaipu (GT-Saúde) e aconteceu no no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Buscou capacitar e orientar profissionais do Brasil, Paraguai e Argentina. Este foi o terceiro encontro de um projeto iniciado em novembro do ano passado. O primeiro aconteceu no Paraguai; e o segundo em Toledo - PR.

 

O evento contou com palestrantes da Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu, do Ministério da Saúde do Paraguai, do Ministério da Saúde de Missiones – Argentina e da 9º Regional de Saúde. Maria Luzia foi uma das palestrantes e ministrou dois momentos: “Classificação Operacional (OMS) e quadros clínicos” e “Diagnóstico de Hanseníase e Notificação SINAN”. Ela abordou temas como o tratamento e a abordagem dos profissionais diante da doença, examinação do paciente e acompanhamento em casos avançados onde ocorre a inflamação dos nervos. Em quadros mais graves, a hanseníase pode acarretar perda da visão e aumento da sensibilidade das mãos e pés, entre outras complicações.

 

Com dez anos de experiência na área, Maria Luiza ressaltou que a incidência de casos de hanseníase na região é comum, abrangendo tanto o Brasil, como o Paraguai. “O Brasil é o segundo país do mundo em número de casos de hanseníase, perdendo somente para a Índia por este ser um país mais populoso”, destacou.

 

A oficina teve enfoque na aproximação do profissional com o paciente para promover um acompanhamento mais especializado no tratamento da doença. “É preciso desestigmatizar os preconceitos do próprio profissional da saúde que não procura conhecer a doença”, complementou.

 

Novas oficinas estão marcadas para os dias 03 e 04 de maio, com enfoque na melhoria da qualidade de vida do enfermos em tratamento, envolvendo a colaboração trinacional de profissionais da área.

 

GT-Saúde

O GT-Saúde contribui para o fortalecimento das políticas públicas de saúde na região da tríplice fronteira, promovendo ações baseadas na integração e na cooperação entre os países vizinhos. Para isso,  desenvolve nove comissões técnicas e mensalmente reúne os profissionais para elaboração de projetos e propostas. Durante a reunião de abril, realizada no dia 18, foram apresentados os resultados do Curso de Terapia Comunitária Integrativa, capacitação realizada durante os últimos dois anos pela Comissão Técnica Saúde Mental. Também foi debatida a proposta para implementação de um projeto-piloto em Ciudad del Este – PY, de vigilância epidemiológica que terá em sua estrutura básica a análise de mosquitos no Centro de Medicina Tropical da Tríplice Fronteira e a utilização do Sistema de Vigilância Integral e Geoprocessamento, a exemplo do que está se fazendo em Foz do Iguaçu.