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ITAI e Institutos Lactec realizam Workshop em Células Fotovoltaicas Poliméricas no PTI

16/02/2017

A tecnologia das células fotovoltaicas poliméricas é mais do que uma "solução avançada", como dizia o título do Workshop em Células Poliméricas, realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) nesta quarta-feira (15). "É uma solução irreversível”, afirma a pesquisadora do Laboratório de Polímeros Paulo Scarpa, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Leni Akcelrud. Essa tecnologia pode ser usada para a captação da energia solar, sendo mais flexível e mais leve que os atuais painéis fotovoltaicos.

 

A energia solar, afirmou Leni, é gratuita e limpa e, por isso, “não é uma alternativa, é irreversível”, diante do problema energético global. Ela ressalta o fato de que as células fotovoltaicas poliméricas geram energia no próprio local, minimizando a necessidade de transmissão, que tem alto custo e costuma ser complicada.

 

Leni foi uma das ministrantes do workshop, organizado por uma parceria entre o Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (ITAI) e os Institutos Lactec. Ela ressaltou a importância da formação de recursos humanos para o desenvolvimento da tecnologia. “Não apenas comprar (os polímeros), mas tem que fazer e aprender como chegar a determinadas propriedades. Isso se faz formando recursos humanos”, destacou.

 

O auditório Milton Santos, no PTI, estava lotado. Foram apresentados aos participantes as características e a estrutura dos polímeros, que, conforme explicou a pesquisadora Marilda Munaro, doutora em Engenharia e Ciência dos Materiais,  têm uma série de aplicações, como no setor automotivo, construção civil e indústria eletroeletrônica. Eles fazem parte da nossa rotina e estão, por exemplo, nas garrafas pet, no nylon, no teflon e em canos PVC.

 

Durante o evento ainda foram apresentados os diferentes tipos de células fotovoltaicas e suas propriedades, considerando a aplicabilidade presente e futura, pelo doutor em química Denis Turcheti; e as estruturas poliméricas fotovoltaicas otimizadas, pelo mestre em físico-química e doutorando em química Cristiano Zanlonrenci.

 

O gerente do Departamento de Eletricidade e Materiais dos Institutos Lactec, Alexandre Rasi Aoki, explicou que, em relação aos atuais painéis fotovoltaicos para captação solar, as células poliméricas fotovoltaicas são mais leves e flexíves. São, também, menos eficientes, “o que é superado pela quantidade de aplicações possíveis”.

 

O diretor presidente do ITAI, Rodrigo Bueno Otto, disse ter ficado surpreso com o número de participantes do workshop e afirmou que novas atividades estão previstas pelo instituto. “Tivemos uma semana só de inscrições e atingimos a lotação do auditório, e a repercussão, tanto do público como dos palestrantes, foi bem positiva. A ideia é daqui para frente continuarmos com essa rodada de workshops e capacitações com temas relacionados à tecnologia”, afirmou. O evento foi aberto ao público-geral e gratuito.

 

A arquiteta e mestranda na Faculdade de Física da Universidade de Barcelona, Fabrina Graña de Medeiros, considerou o conteúdo do workshop profundo e os profissionais envolvidos excelentes. “Além disso, como são posicionamentos mais científicos, abrem o leque de possibilidades para estudo e pesquisa. Por isso, acho que casou bem com a ideia de um workshop, que é a interação entre quem ouve e quem dá a palestra”. Ela comentou a possibilidade da aplicação das células fotovoltaicas poliméricas na arquitetura, e avaliou ainda que a climatologia do Brasil é  propícia para o uso das energias renováveis. “Temos os recursos e não temos a tecnologia. Cabe a nós, clientes, pesquisadores, unir forças para que isso aconteça”, disse.