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Jefferson Luiz: Geoprocessamento descomplicado no Youtube

Jefferson Luiz: Geoprocessamento descomplicado no Youtube

Uma das principais características da comunidade do software livre é o compartilhamento de conhecimentos entre os seus adeptos. Foi seguindo esta filosofia que há cerca de um ano o analista ambiental Jefferson Luiz Gonçalves Silva, do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) – instalado no PTI - criou um canal no Youtube para divulgar tutoriais sobre ferramentas e técnicas aos colegas que trabalham na área de Geoprocessamento.
    
Já são mais de 50 vídeos publicados até hoje em que ele explica, por exemplo, como calcular a concentração dos nutrientes presentes nas 18 principais culturas agrícolas cultivadas no País com base em dados públicos (neste caso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), trabalhos de pesquisa e ferramentas livres, como QGIS, PostgreSQL e PostGIS. “Isso permite que qualquer pessoa possa replicar o que mostro nos vídeos”, explica Jefferson, que é engenheiro agrícola por formação.
   
O sistema operacional em que os softwares rodam é proprietário, o Windows 7, utilizado apenas para fazer as gravações. “Utilizo o meu notebook mesmo, inclusive o microfone interno dele, e não consegui capturar a narração no Linux devido a um conflito entre a placa de áudio do o sistema operacional. Mas os softwares e práticas podem ser replicados no Linux, pois eles são soluções multiplataforma”, justifica. As produções são feitas nos fins de semana, sem muito segredo. Com a pauta na cabeça – pensada por ele ou sugerida por algum colega –, liga o notebook e já começa o passo-a-passo dos tutoriais.
    

    

Na nova série, Jefferson abora dados de Unidades Armazenadoras cadastradas no Sistema de Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM). 
   
Com o tempo, foi se aperfeiçoando e descobrindo alguns “macetes” para atrair o público. Um exemplo é a duração dos vídeos, que no início chegava a uma hora, e foi diminuindo progressivamente até chegar ao tempo atual, entre cinco e seis minutos em média. Mais do que visualizações ou seguidores, Jefferson aproveita o hobby para aprimorar os seus próprios conhecimentos. “Vão aparecendo os erros ou problemas, e eu vou corrigindo e mostrando na hora. Isso me ajuda a fixar os conteúdos”. 
    
O canal também é uma maneira de retribuir o trabalho desenvolvido por outros colegas “youtubers”, como Jorge Santos, Anderson Medeiros, Felipe Sodré e Narcélio de Sá. “Em 2014, quando comecei a trabalhar no Projeto Biogásfert tive que aprender a usar os software livres, então aprendi muito com este pessoal. Agora chegou a hora de eu contribuir também com a comunidade”.
    
Atualmente os conteúdos são divulgados no Linkedin e geralmente vem acompanhados de um texto explicativo com informações complementares e links de apoio relacionados a cada episódio. Você pode acompanhar o trabalho do Jefferson em https://www.linkedin.com/in/jeffersonlgsilva/ e https://bit.ly/2jXUJNz.