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Professores e alunos selecionados na Ficiencias passam uma semana no PTI

20/03/2017

Em comum, professores e estudantes que participam do Programa de Vivência Estudantil no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) têm o gosto e o interesse pela ciência e pesquisa. Todos foram selecionados para participar a partir dos projetos que apresentaram na última edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias), em novembro do ano passado.

 

O programa dá oportunidade para que conheçam os projetos e ações desenvolvidas nas áreas de educação, pesquisa e desenvolvimento e inovação e negócios, visita aos laboratórios do PTI e a participação em oficinas, exatamente para intensificar esse envolvimento com a pesquisa científica. Entre segunda (13) e sexta-feira (17), o grupo selecionado na Ficiencias 2016 vivenciou essa experiência.

 

Pelo menos para a estudante Daiane Aparecida Camargo Portela, de 19 anos, aluna do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de Ivaiporã, parece que deu certo: “a experiência gera um conhecimento muito grande. Ontem, por exemplo, teve oficina de Canvas (metodologia de organização de projetos). Deu para ter uma ideia geral e acho que vai acrescentar um conhecimento muito grande na hora de desenvolver outros projetos e dar continuidade aos projetos que já desenvolvo”.

 


Daiane gostou especialmente de conhecer o Datacenter do Parque 

 

Daiane disse que o programa foi além de suas expectativas. “Tem muita coisa que eu não esperava conhecer. Foi a primeira oportunidade que tive de conhecer, por exemplo, um Datacenter. Foi incrível, porque era algo que tinha visto na sala de aula, mas que não estava inserido na minha realidade, e eu vi que realmente existia”.

 

O Programa de Vivência Estudantil é realizado no PTI desde 2013. O grupo que participa este ano é composto por 22 professores e alunos, que são de várias cidades do Paraná e também do Paraguai. O coordenador da Estação Ciência do PTI, que organiza o programa, Fabiano Pavoni, explica que, além das visitas aos projetos do Parque, como o Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb), o Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI) e o Laboratório de Automação e Simulação em Sistema Elétricos (Lasse); e nos laboratórios de pesquisa da Unioeste e da Unila, o grupo também participa de oficinas. “Sobre temas como planejamento, gestão de projetos e empreendedorismo. São ferramentas que usamos aqui no Parque e fazemos pequenas oficinas para que eles conheçam”, afirma.

 

A ideia é que eles possam, além de levar isso para as suas escolas, melhorar muito o trabalho de pesquisa deles a partir da realidade que encontram aqui”, diz Fabiano. A seleção do grupo é feita a partir da afinidade dos temas de pesquisa dele com as ações do PTI. “Sempre identificamos alunos que tenham proximidade com o que trabalhamos aqui. E aí alguns acabam decidindo novos projetos de pesquisas dentro do Parque, a partir de situações nossas, outros saem com ideias de melhoramento dos seus projetos para apresentar na próxima Ficiencias”, conta o coordenador.

 


O professor Vander Fabio Silveira e o aluno André Donizete Aparecido, de Cascavel, participaram do Programa de Vivência Estudantil no PTI

 

“O conhecimento que adquirimos aqui durante esta semana talvez demoraríamos anos para conseguir acumular”, afirmou o professor Vander Fabio Silveira, do Centro Estadual de Educação Professor Pedro Boaretto Neto, de Cascavel. Ele disse que muito do que viu no PTI vai ajudar nas próximas Ficiencias. “Estou cheio de ideias para as próximas edições. Vendo o trabalho aqui, percebemos que alguns projetos que estão no fundo da gaveta poderiam ser retomados”, disse.

 

Na última Ficiencias, o professor participou de dois projetos da área de eletrônica apresentados na Feira: o ETAM, que visa dar oportunidade a pessoa com deficiência física que usa cadeiras de rodas para se locomover, e o Removimento, que auxilia a recuperação de movimento de um membro paralisado. Ele contou que participa da Ficiencias desde 2012, que considera ter uma “proposta fantástica”. “É interessante passar o conhecimento para o aluno, que desenvolve alguns trabalhos e conseguimos mostrar isso fora do ambiente escolar”.