PTI aproxima alunos da Educação Especial do mundo da astronomia

PTI aproxima alunos da Educação Especial do mundo da astronomia

17/05/2018

Daria até para dizer que os alunos da Escola de Educação Especial Multi-Educar estavam "no mundo da lua", em visita ao Polo Astronômico do Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Mas não por falta de concentração, como diz a expressão, e sim por conhecerem este e outros astros do universo durante o passeio. Acompanhando atentamente a aula dos monitores do Polo, especialmente preparada para o grupo, os olhos dos alunos chegavam a brilhar como estrelas. 

 

A equipe do Polo preparou-se para recepcionar os 32 alunos da escola de Itaipulândia conforme necessidades relatadas pelos professores previamente, conta a monitora do espaço Carla Lopes. “Todo grupo precisa de um cuidado especial, mas, por estarmos lidando com pessoas com deficiência em um grupo com faixas etárias bem diversificadas, variando entre 8 e 59 anos, é preciso uma adaptação de linguagem e estrutura do nosso roteiro”, explica. A visita do grupo faz parte de uma iniciativa para garantir um bom atendimento e tornar o local atrativo às pessoas com deficiência. 

 

Entre as atividades que os alunos participaram no passeio está o “boliche no espaço”. O experimento ensina o conceito de gravidade, mostrando a diferença de peso das bolas nas superfícies da Terra, Júpiter, Lua, Urano e Marte. Jon Lenon, de 19 anos, demonstrou gostar do “boliche” e conseguiu notar que uma bola era mais pesada do que a outra, pelas diferentes forças da gravidade.

 

 

Para a professora Iris Branco, que trabalha há dez anos com Educação Especial, é importante combinar os conceitos apresentados em sala de aula com práticas em campo. “Nós trabalhamos  todo o contexto teórico, mas eles precisam muito mais de recursos visuais para aprender melhor”, enfatiza a educadora. Esse foi o caso de Gilmar Correia, de 29 anos, animado em sua primeira visita ao Polo. “Pude ver o sol, os planetas, e aprendi muitas coisas mais de perto”, diz o aluno.

 

A diretora da escola, Rosilene Pereira Simões Ferri, avalia positivamente a experiência no Polo e ressalta que, embora estejam próximos de Foz do Iguaçu, alguns alunos não têm a oportunidade de conhecer lugares como o Parque, que promovem o conhecimento científico. “Nem todos os lugares estão capacitados para recebê-los, apesar da questão da inclusão ser tão discutida. Ainda encontramos algumas barreiras, mas fomos muito bem recebidos pelo PTI e saímos muito satisfeitos”, afirma.

 

Agenda de integração

 

A visita integra a agenda firmada recentemente entre o PTI e profissionais da Educação Inclusiva da região, com o intuito de promover atividades mais atrativas às pessoas com deficiência. O coordenador Janer Vilaça ressaltou que, embora o Polo receba visitantes que possuem necessidades especiais desde o seu surgimento, em 2009, o aumento da demanda os levou a buscar mais orientações sobre como melhor atendê-los. Cuidados como ministrar atividades expositivas com os alunos sentados e o tom de voz a ser utilizado com eles foram algumas das técnicas aprendidas pelos monitores, exemplificou Janer. Os encontros entre os profissionais serão permanentes.