PTI recebe participantes da FIciencias para maratona de oficinas

PTI recebe participantes da FIciencias para maratona de oficinas

08/11/2018

Os auditórios, corredores e salas de aula do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), receberam nesta quinta-feira (8), mais de 200 estudantes e professores que participaram da 7ª edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias) para uma série de atividades multidisciplinares, desenvolvidas como parte da programação extra do evento. 

 

Entre os temas das oficinas estavam Experimentação Investigativa, Montagem e controle de robôs via Wi-Fi, Robótica Livre, Astronomia, entre outras abordagens sobre diversas áreas da ciência.

 

 

A Coordenadora do Centro Interdisciplinar de Estudos de Gênero (Cieg), da Universidade Estadual do Centro Oeste – Unicentro (PR), Luciana Rosar Klanovicz, trouxe para os professores presentes a perspectiva da “Ciência à mão das meninas”, que abordou questões relacionadas ao gênero e cultura científica. 

 

“Historicamente, muitas mulheres alcançaram conquistas significativas para as ciências, mas acabaram sendo invisibilizadas”, destacou Luciana.

 

Outro fenômeno presente no meio acadêmico é a predominância da participação masculina nos campos de pesquisa, criação e aplicação de estudos nas áreas das ciências exatas. A especialista pontua que um dos fatores responsáveis por esse cenário é a falta de estímulo para que mulheres – em diferentes níveis do ensino – desenvolvam interesse por essa área do conhecimento.

 

Para Luciana, os professores possuem papel fundamental na mudança desse comportamento. “Culturalmente existe o pensamento de que mulheres em geral são delicadas ou que não possuem habilidades para as exatas. Muitas vezes elas são direcionadas para outras vertentes e perdemos grandes profissionais. Cabe aos professores a missão de incentivá-las e criar um ambiente favorável para elas”.

 

Já a bióloga e analista educacional do PTI, Thais Regina Marcon, apresentou a prática da Ilustração Científica para os alunos. Utilizando elementos biológicos botânicos como plantas, folhas e frutos para elaboração de desenhos científicos. Diferente da ilustração artística, essas figuras buscam retratar da forma mais realista possível o que está sendo representado. “São respeitadas as características como espessura, cores, tamanho e as texturas dos objetos da forma mais fiel possível”, explicou Thais.

 

 

Enquanto alguns desenhavam, na sala ao lado, outro grupo exercitava – o cérebro, é claro. Com diferentes tipos de jogos de tabuleiro, os alunos puderam compreender  de que forma essas ferramentas podem auxiliar na ampliação das habilidades cognitivas. Segundo Nadia Benitez, CEO da Ginástica no Cérebro, a ideia é que “seja possível aprender e assimilar conhecimento de forma lúdica, rápida e prazerosa”.

 

 

E não foram só jogos e robôs que roubaram a cena, o professor da Universidade Federal da Fronteira Sul, Emerson Martins, conduziu o mini workshop “Jovens pesquisadores e a pesquisa em Ciências Humanas: olhar, ouvir e escrever”, que levou os alunos a pensarem  sobre como a subjetividade pode influenciar e determinar o desenvolvimento de pesquisas nas áreas humanas.