Fundações de Amparo à Pesquisa e Pesquisadores são premiados em Fórum no PTI-BR

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) anunciou, nesta quinta-feira, 09, os vencedores do Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia & Inovação (CT&I) e do Prêmio CONFAP de Boas Práticas em Fomento à CT&I (edição 2021). 

O Fórum, que está ocorrendo no Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (PTI-BR), reuniu presidentes e representantes das 26 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), além de representantes de entidades acadêmicas e científicas, ministérios e agências federais e internacionais de fomento à CT&I. 

Na abertura do evento, o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, afirmou que essa edição do Fórum destaca o sistema paranaense de ciência, tecnologia e inovação. “É importante que todas as fundações conheçam os trabalhos e resultados da Unila, da Unioeste e do PTI”, disse. 

Já o diretor técnico executivo da Itaipu Binacional, Celso Villar Torino, destacou os grandes investimentos da Itaipu para a inovação e a geração eficiente de energia.  

“Nos últimos 10 anos, investimos em inovação com o PTI para nos preparar para períodos mais difíceis de escassez de água. E o resultado é que estamos conseguindo produzir mais energia com menos água. Isso só foi possível porque buscamos inovação, com tecnologia, capacitação de profissionais e com parcerias com instituições científicas. Nos próximos 14 anos vamos investir mais de US$ 14 bilhões em inovação tecnológica”, afirmou Torino. 

O diretor superintendente do PTI-BR, general Eduardo Garrido, destacou a importância do investimento em inovação, ciência e tecnologia. “Temos como missão desenvolver nosso ecossistema através da ciência, tecnologia, inovação e negócios. Em 2019, a Itaipu Binacional lançou para nós o desafio de diversificarmos as nossas fontes de receita e com isso passamos a focar mais em empreendedorismo e inovação. Por isso, é uma honra para nós recebermos esse evento que se preocupa em apoiar a ciência, a tecnologia e inovação no Brasil”, disse Garrido. 

 

 

Pesquisadores premiados 

Categoria Pesquisador(a) Destaque – Ciências da Vida (Ciências Biológicas, Ciências Agrárias, Ciências da Saúde): 

1º lugar:  Ricardo Tostes Gazzinelli (UFMG) (Indicado pela FAPEMIG –  Minas Gerais) 

2º lugar: Luis Augusto Paim Rohde (UFRGS) (Indicado pela FAPERGS – Rio Grande do Sul) 

3º lugar: Felipe Dal Pizzol (UNESC) (Indicado pela FAPESC – Santa Catarina) 

  

Categoria Pesquisador(a) Destaque – Ciências Exatas (Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Tecnologia): 

1º lugar:   Paulo Eduardo Artaxo Netto (USP) (Indicado pela FAPESP – São Paulo) 

2º lugar:  Aloisio Nelmo Klein (UFSC) (Indicado pela FAPESC – Santa Catarina) 

3º lugar: Ado Jorio de Vasconcelos (UFMG) (Indicado pela FAPEMIG –  Minas Gerais) 

  

Categoria Pesquisador(a) Destaque – Ciências Humanas (Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Artes, Letras e Linguística): 

1º lugar: Carlos Frederico Mares de Souza Filho (PUCPR) (Indicado pela Fundação Araucária – Paraná) 

2º lugar: Maria Lúcia Teixeira Garcia (UFES) (Indicada pela FAPES – Espírito Santo) 

3º lugar: Jacyra Andrade Mota (UFBA) (Indicada pela FAPESB – Bahia) 

  

Categoria Pesquisador(a) Inovador(a) – Inovação para o Setor Empresarial 

1º lugar: Eduardo James Pereira Souto (UFAM) (Indicado pela FAPEAM –  Amazonas) 

2º lugar: Antônio Luiz Pinho Ribeiro (UFMG) (Indicado pela FAPEMIG –  Minas Gerais) 

3º lugar:  Alberto Ferreira de Souza (UFES) (Indicado pela FAPES – Espírito Santo) 

  

Categoria Pesquisador(a) Inovador(a) –  Inovação para o Setor Público: 

1º lugar:  Ana Paula Salles Moura Fernandes (UFMG) (Indicada pela FAPEMIG –  Minas Gerais) 

2º lugar: Rodrigo Ribeiro Rodrigues (UFES /LACEN) (Indicado pela FAPES – Espírito Santo) 

3º lugar:  Leonardo de Azevedo Calderon (Fiocruz RO) (Indicado pela FAPERO – Rondônia) 

  

Profissional de Comunicação: 

1º lugar:  Eonir Teresinha Malgaresi (EPAGRI) (Indicada pela FAPESC – Santa Catarina) 

2º lugar:  Wedson de Castro dos Santos (REDE AMAZÔNICA-AP) (Indicado pela FAPEAP – Amapá) 

3º lugar: Herton Escobar (USP) (Indicado pela FAPESP – São Paulo) 

  

 Instituições premiadas 

  

Categoria Modernização Administrativa: 

1º lugar: Plataforma iARAUCÁRIA – Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (ARAUCÁRIA) 

2º lugar: Projeto FAPEMIG em Dados – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) 

3º lugar: Criação da Diretoria de Programas e Monitoramento – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG). 

  

Categoria Desenvolvimento de Ecossistema de CT&I:  

1º lugar: Programa Doutor Empreendedor (PDEmp) – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) 

2º lugar: Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI) – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES) 

3º lugar: Programa Ouse Criar – Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ) 

3º lugar: Programa Cientista Chefe – Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) 

  

 Categoria Gestão e Desenvolvimento Organizacional 

1º lugar: Programa de Compliance Público do Poder Executivo do Estado de Goiás (PCP) – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG). 

 2º lugar: Ações de Capacitação e Treinamento para Coordenadores de Projetos aprovados pela FAPERGS – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) 

3º lugar: Planejamento Estratégico (PE) da FAPESQ – Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ) 

PTI-BR e Programa Oeste em Desenvolvimento firmam protocolo de intenções para expandir projetos na área da tecnologia e inovação 

Programa Oeste em Desenvolvimento e PTI firmam acordo

A finalidade das duas instituições é trabalharem juntas para contribuir com o desenvolvimento tecnológico e o fortalecimento do ecossistema de inovação do Oeste do Paraná. 

O Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (PTI-BR) e o Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), firmaram, na tarde desta quinta-feira (09), um protocolo de intenções para a realização de ações conjuntas de cooperação institucional.  

A ideia é promover um intercâmbio de competências e expertises para o desenvolvimento de projetos que atendam as demandas da sociedade voltados para a ciência, tecnologia e inovação.  

A parceria estratégica entre duas instituições busca, por meio da Câmara Técnica de Energia e Sustentabilidade, estabelecer, avaliar e produzir em conjunto novas soluções que vão contribuir para o desenvolvimento econômico territorial do Oeste do Paraná.  

O instrumento também visa cooperar com a consolidação do ecossistema de tecnologia e inovação no agronegócio, além de submeter projetos, com alto potencial de crescimento e de impacto social, para entidades de fomento.  

O protocolo de intenções foi assinado pelo diretor superintendente do PTI-BR, general Eduardo Garrido e pelo diretor presidente do POD, Rainer Zielasko, durante cerimônia realizada em Toledo, Oeste do Paraná.  

Inovação para o desenvolvimento 

Durante a sua fala, o diretor superintendente do PTI-BR, enfatizou que, para o Parque Tecnológico, a oportunidade de estreitar os laços com o Programa Oeste em Desenvolvimento é importante para que “cada vez mais tenhamos uma sinergia que vai nos ajudar a movimentar todo o Oeste do Paraná”, afirmou Garrido.   

O diretor também falou sobre as quatro grandes áreas de atuação que o PTI atua: agronegócio, energia, segurança de infraestruturas e turismo e em destaque, a energias, temática a qual o Parque passa a fazer parte da Câmara Técnica de Energia e Sustentabilidade. “É uma área que temos dedicado uma atenção especial, a exemplo projetos em energias renováveis e hidrogênio. Com a nossa participação na câmara temática vamos poder colocar o nosso tijolinho nessa construção que sendo desenvolvida na região”, acrescentou Garrido.   

“O nosso objetivo é desenvolver tanto a região oeste, como o Paraná e o Brasil, gerando emprego e renda para que cada vez mais possamos proporcionar bem-estar para a nossa sociedade”, finalizou o diretor superintendente. 

Sobre o evento 

A oficialização de novas parcerias ocorreu em paralelo ao encerramento do ano de trabalho do Programa Oeste em Desenvolvimento. Diversas instituições também assinaram protocolo de intenções e o ingresso nas câmaras de educação, sanidade agropecuária, conectividade e inovação, ambiente de pequenos negócios, máquinas e implementos agrícolas, infraestrutura e logística. Foi consolidado ainda, um convênio entre o POD e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

Presente no 1º Fórum Internacional de Hidrogênio, PTI-BR convida atores da área a expandir conexões e negócios

Com Plataforma de Negócios para a cadeia de Hidrogênio em prospecção, o Parque Tecnológico Itaipu e a ABDI convidam players a fazerem parte do processo de conexão e debate entre entidades que veem o futuro do hidrogênio no Brasil.  

Entre os dias 24 e 25 do último mês, aconteceu o 1º Fórum Internacional de Hidrogênio, e o Parque Tecnológico Itaipu Brasil esteve presente no evento sendo representado por seu diretor de negócios e inovação, Rodrigo Regis, trazendo uma visão geral sobre hidrogênio verde e seu cenário nacional em mesa de debate sobre a visão estratégica dos players para a viabilização do mercado de hidrogênio verde no Brasil; e uma palestra do Ricardo Ferracin, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Hidrogênio, no painel com o tema “O papel da academia no hidrogênio verde no brasil”.  

Participaram do evento mais de 1 mil pessoas, de 16 países diferentes e de todos os estados do Brasil. Oportunidade, network de altíssimo nível, negócios bilaterais, e o melhor conteúdo sobre energias renováveis foram abordados no Fórum. 

Durante sua participação no evento, o ministro das Minas e Energias (MME), Bento Albuquerque, falou que a descarbonização das economias está no centro da agenda internacional, principalmente devido aos compromissos dos países em reduzir as emissões de gases de efeito estufa em razão das mudanças climáticas. “E o Brasil tem atuado para acelerar a estruturação de um mercado para a utilização do hidrogênio”, destacou.  

Em uma de suas falas, Regis provocou mencionando que existem desafios que o Brasil terá de enfrentar e vencer, em curto prazo, se quiser tornar-se um polo mundial produtor de hidrogênio verde. “O governo brasileiro precisa tomar deliberações de uma estratégia estatal voltada para a produção do hidrogênio verde”, comenta Regis. “Temos pesquisa de qualidade e sistema elétrico integrado, precisamos apenas saber como expor e vender”, finaliza o diretor. Ele citou os três principais desafios do País: 1) criação de um programa de estado para o desenvolvimento da produção do hidrogênio verde; 2) segurança jurídica, nela incluída toda a regulação do setor; 3) novo enfoque acadêmico, ou seja, os laboratórios das universidades têm de transformar-se em plataformas de infraestrutura de negócios. 

Contextualizando sobre a importância de se levantar com o mercado privado as demandas e rotas tecnológicas para subsidiar o desenvolvimento regulatório, a chefe da assessoria especial em assuntos regulatórios do MME, Agnes da Costa, mencionou que “atualmente, entendemos que o setor privado tem a capacidade de arbitrar melhor onde investir, a nossa obrigação como governo é criar as melhores regras para o setor privado fazer as melhores escolhas”.
 

O pioneirismo do PTI-BR frente ao Brasil 

Regis contou aos presentes o que o PTI tem desenvolvido na área do hidrogênio nos últimos anos, além de suas plataformas tecnológicas e capital intelectual para o desenvolvimento de soluções para o mercado nacional. O diretor mencionou que há mais de 10 anos prospectando oportunidades para este mercado, o Parque Tecnológico Itaipu está à frente do desenvolvimento de tecnologias de energia à base de hidrogênio. Desde 2011, o PTI Brasil iniciou suas atividades com a construção de uma Planta Experimental para a produção de hidrogênio por meio da eletrólise da água, em parceria com a Itaipu Binacional e a Eletrobras. A planta construída contempla um conjunto de equipamentos, incluindo a unidade de eletrólise, de compressão e armazenamento do hidrogênio e ambiente de aplicação com célula a combustível. A planta experimental está sendo atualizada por meio das unidades de geração de energia com painéis fotovoltaicos e do sistema de armazenamento de energia usando baterias. 

Desse modo, o conhecimento adquirido durante esses anos, credenciou o PTI-BR para elaborar projetos e arranjos técnico-comerciais desde a produção até a aplicação do hidrogênio, além da capacidade de operacionalizar plantas pilotos, e de demonstração de hidrogênio, incluindo atividades de manutenção e instrução em segurança. Um exemplo é a participação do PTI-BR nos projetos de demonstração no Brasil. Atualmente, os projetos demonstrativos em andamento são os executados pela CESP e Furnas (Eletrobras). O PTI-BR também fornece apoio técnico especializado para o projeto de Furnas, na Usina de Itumbiara (GO), e discute com empresas do setor novos projetos dessa natureza. Recentemente, o PTI-BR, em apoio aos objetivos nacionais, liderados pelo Ministério de Minas e Energia, de promoção da geração de energia por fontes renováveis, especialmente na produção do hidrogênio, vem atuando em tratativas, envolvendo fundos internacionais, com a elaboração de projetos demonstrativos com foco no desenvolvimento do mercado brasileiro de hidrogênio.